quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Certisign implanta projeto de autenticação online

Fonte: www.certisign.com.br


A Certisign, uma das principais companhias do país com foco exclusivo no desenvolvimento de soluções de certificação digital, acaba de implantar a tecnologia no recente Portal de Governança Corporativa da área administrativa e executiva do veículo de comunicação Grupo Estado.
Uma das principais necessidades da companhia foi garantir a segurança de dados sigilosos que transitavam no sistema criado. Funcionando como uma rede compartilhada, a solução permite a terceirização completa da autenticação de identidades digitais, minimizando o tempo e os custos associados ao gerenciamento de uma infra-estrutura interna.
De acordo com Rafaela Paiva, Gestora de Segurança da Informação da companhia, o VIP (VeriSign Identity Protection) foi adquirido no final de 2009. “Após a compra da solução cada um dos Executivos/Conselheiros, além do presidente da empresa, recebeu um VIP. A aceitação foi imediata e optamos pelo melhor nível de identificação e autenticação segura via web que existe no mercado. Nos últimos meses o grupo tem investido em tecnologia e, conseqüentemente, tem passado por constantes transformações de modernização e segurança”, explica.

O VIP Móbile, também integrado na solução adquirida pelo grupo, permite que os empresários tenham acesso remoto a toda a rede de informações do Portal de Governança Corporativa via Smartphones, ou seja, de qualquer lugar do mundo.
“Por serem executivos que viajam quase semanalmente, era fundamental a adesão desse produto”, ressalta Rafaela.  Baseada na tecnologia OTP (token de senha dinâmica), aproveita de forma conveniente a onipresença e praticidade dos celulares e os utiliza como dispositivos de autenticação de usuários.
Após a instalação da aplicação no aparelho celular, uma conexão segura é ativada para a habilitação do VIP Mobile, transformando o aparelho em um dispositivo para autenticação na rede VIP visando à proteção da identidade on line do usuário. O usuário, portanto, passará a utilizar o celular para gerar senhas dinâmicas no momento de fazer o login, de forma conveniente e mais segura.
A solução é compatível com mais de 60 modelos de aparelhos que têm estrutura para baixar conteúdos interativos. Métodos de autenticação robusta – tais como o uso de OTPs – têm sido utilizados nos Estados Unidos e na Europa para garantir a segurança de acesso de usuários corporativos. À medida que os consumidores utilizam seus aparelhos móveis para fazer compras e gerenciar suas finanças, o risco de fraude e roubo de identidade aumentam.
Segundo Júlio Cosentino, vice-presidente de relações institucionais da Certisign, “a parceria é um exemplo concreto de que a implantação da tecnologia no Grupo Estado, um dos maiores e mais respeitados veículos de comunicação do país, é um marco. Ela atesta, de maneira inequívoca, que as soluções baseadas em segurança da informação serão cada vez mais imprescindíveis dentro de um mercado competitivo e globalizado”, conclui. 

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Brasil e Portugal interoperáveis

O presidente do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI), Renato Martini, e o diretor de Infraestrutura de Chaves Públicas do ITI, Maurício Coelho, estiveram presentes no Portugal Tecnológico 2010, evento realizado em Lisboa de 22 a 26 de setembro. Portugal 2010 tem características inovadoras, a temática não aborda apenas questões tecnológicas, mas energéticas também, afirmou Coelho.

Martini palestrou no painel que abordava as identidades eletrônicas, onde apresentou um panorama geral sobre a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. Já Coelho tratou em sua palestra sobre a interoperabilidade entre países.

Durante a permanência dos representantes brasileiros em Portugal foram realizadas reuniões com o governo e a sociedade privada portuguesa para tratar do acordo de cooperação em Brasil e Portugal. “O debate foi muito rico tanto para os brasileiros quanto para os portugueses”, disse Coelho.

Acordo de interoperabilidade

Aconteceram encontros extras que trataram de questões jurídicas, tecnológicas e de aplicabilidade que envolvem a interoperabilidade luso-brasileira. A discussão chegou a conclusão de que não há barreiras jurídicas que impeçam o acordo.

Já o modelo tecnológico precisou ser estudado com mais detalhes, pois os países envolvidos possuem infraestrutura de certificação diferentes. O modelo brasileiro é público, com apenas uma AC Raiz (Autoridade Certificadora Raiz), e Portugal possuí mais de uma AC Raiz, que se reconhecem mutuamente. Coelho e Martini defenderam o modelo do diretório seguro, onde cada país deposita e mantém guardada a cadeia de certificação do outro, assim o paradigma será mais aprofundado.

A última questão tratada no encontro foi a aplicabilidade, que tem muitas opções como na economia por meio da simplificação de processos como a abertura de empresas em território brasileiro por portugueses com o uso de um certificado digital interoperável e vice-versa, em licitações, educação e até na previdência social.

Porém, o que chamou mais atenção de todos foi a interoperabilidade no campo diplomático. Um descendente de cidadão português que tenha nascido no Brasil tem direito de pedir a naturalização portuguesa, assim como o descendente brasileiro que nasceu em Portugal, mas esse processo ainda é lento e caro. “Se o processo for feito em meio eletrônico com o uso do certificado digital interoperável o sistema será fácil e célere”, garantiu Coelho.

Foi acertado que em um prazo de 45 dias os termos da minuta do acordo serão enviados para os trâmites finais e assinatura.

Visitas

Martini e Coelho visitaram o Instituto de Registro e Notariado de Portugal (IRM), entidade responsável por emitir o cartão da identidade portuguesa. Mais de 4 milhões de cidadãos portugueses possuem uma identidade eletrônica, que serve tanto para o meio físico como para o digital.

“A identidade deles é muito boa. É nos moldes do Registro de Identificação Civil (RIC) que é um documento completo e está em fase de implantação no Brasil”, acrescenta Coelho. Atualmente, os cidadãos de Portugal pagam em torno de 12 euros pelo documento, sendo que o governo subsidia cerca de 16 euros.


quarta-feira, 29 de setembro de 2010

D-Link Brasil perde incentivo fiscal da Lei de Informática

Fonte: http://www.convergenciadigital.com.br/, por Luiz Queiroz


A D-Link Brasil, fornecedora de soluções de redes, segurança, armazenamento de dados e vigilância IP, perdeu o incentivo fiscal da Lei de Informática, segundo portaria interministerial nº 763 publicada no Diário Oficial da União pelos Ministérios da Ciência e Tecnologia, Fazenda e da Indústria e Comércio Exterior, nesta segunda-feira, 27/09.

Os motivos que geraram tal punição não foram esclarecidos nesta portaria. Entretanto, a empresa pode ter perdido o incentivo (redução de até 80% do IPI devido) por não ter aplicado de parte do seu faturamento anual com as vendas em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D).

Sem o incentivo fiscal, a D-Link Brasil ainda terá de se entender com a Secretaria da Receita Federal do Brasil, no sentido de ressarcir o imposto devido que será cobrado pelo fisco atualizado, além de multas pecuniárias que são aplicáveis aos débitos fiscais.

Fornecedora de modem para empresas de telefonia, switches, câmeras e equipamentos para redes IP, a D-Link conquistou presença no segmento brasileiro de networking com uma política agressiva de preços. Também foi impulsionada com o processo de fusões e aquisições - a 3Com , concorrente direta, foi comptrada pela HP e pela derrocada financeira da Nortel Networks.

Neste momento, perder o incentivo fiscal deverá se tornar um grande problema para a companhia no Brasil. Sem ele, os seus equipamentos terão de ser vendidos com o IPI cheio no mercado. Entre os maiores prejudicados podem estar a GVT - que adota os modems D-Link na oferta de banda larga ultrarrápida - e o Banco do Brasil, que em 2009, contratou 10 mil switches para a rede multisserviço da instituição.

Além disso, a empresa perde a condição de credenciada para disputar uma das principais licitações que deverá ocorrer até o fim do ano, que será a compra que a Telebrás fará para a montagem da rede nacional de banda larga.