quinta-feira, 24 de maio de 2012

Comissão retira artigos do projeto sobre crimes cibernéticos

Fonte: www.tiinside.com.br


A proposta mais antiga em tramitação na Câmara sobre crimes cibernéticos, que recebeu muitas criticas, foi aprovada nesta quarta-feira, 23,  na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, mas sem a maior parte do seu conteúdo original. O relator, deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG), defensor do substitutivo do Senado ao Projeto de Lei 84/99, mudou de posição e defendeu a rejeição de 17 artigos da proposta: somente 4 artigos foram aprovados na comissão.

O relator afirmou que a mudança foi necessária para viabilizar a aprovação da proposta. “A parte retirada precisa de aperfeiçoamentos, tanto para garantir que a liberdade na internet continue sendo ampla, quanto para ampliar os níveis de segurança dos cidadãos em uma norma que seja duradora e não fique obsoleta no curto prazo”, sustentou.

De acordo com Azeredo, os dispositivos retirados poderão ser incluídos, com nova redação, em outra proposta: o PL 2793/11, do deputado Paulo Teixeira (PT-SP), que foi aprovado na Câmara semana passada e agora será analisado pelo Senado. O projeto foi aprovado sob críticas de Azeredo, que acusou o governo de casuísmo.

A mudança feita pelo relator no substitutivo do Senado ao PL 84/99 vem depois de anos de intensas discussões na Câmara. A versão original do texto chegou a motivar um abaixo-assinado de 350 mil nomes repudiando a proposta. Segundo organizações sociais, a proposta seria uma grave ameaça aos direitos e liberdades na internet.

Alguns dos crimes previstos na versão anterior, e retirados por Azeredo, são: a obtenção, transferência ou fornecimento não autorizado de dado ou informação; e divulgação, utilização, comercialização e disponibilização de dados e de informações pessoais contidas em sistema informatizado com finalidade distinta da que motivou seu registro.

Outro ponto polêmico retirado se refere à guarda dos dados de logs (dados de conexão) dos usuários pelos provedores.

Versão aprovada

O texto aprovado na Comissão de Ciência e Tecnologia tipifica no Código Penal (Decreto-Lei 2.848/40) e no Código Penal Militar (Decreto-Lei 1001/69) condutas criminosas praticadas por usuários de internet.

Uma delas é a utilização de dados de cartões de crédito ou débito obtidos de forma indevida ou sem autorização. A proposta equipara essa prática ao crime de falsificação de documento particular, sujeito à reclusão de um a cinco anos e multa.


A proposta inclui ainda no Código Penal Militar punição para a divulgação de dado eletrônico em tempo de guerra que favoreça o inimigo, prejudique operações militares ou comprometa a eficiência militar do País. A punição para o crime varia de 20 anos de reclusão, em grau mínimo, à pena de morte, em grau máximo.

“Foi introduzida também uma nova previsão na lei de combate ao racismo (7.716/89) para obrigar que mensagens com conteúdo racista sejam retiradas do ar imediatamente, como já ocorre atualmente em outros meios de comunicação, seja radiofônico, televisivo ou impresso”, explicou Azeredo.

No caso do racismo a legislação já prevê pena de reclusão de dois a cinco anos e multa, quando o crime é cometido por intermédio dos meios de comunicação, incluindo os digitais.

O texto aprovado também estabelece que os órgãos da polícia judiciária deverão criar delegacias especializadas no combate a crimes praticados por meio da internet ou por sistema informatizado.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Google perde processo contra o Adwords na Austrália

Fonte: www.tiinside.com.br


A Comissão de Competitividade e Consumo da Austrália obteve parecer favorável da Corte Suprema Federal do país no processo aberto contra o Google. A Justiça australiana reverteu decisão de primeira instância sobre anúncios exibidos entre os resultados de buscas do site.

De acordo com o órgão, o Google adota prática abusiva por induzir o consumidor a clicar nos anúncios do Adwords, sua plataforma de publicidade online, o que infringe a seção 52 do Ato de Práticas de Comércio, lei vigente no país. "A conduta do Google envolve o uso do nome de um concorrente como palavra-chave para anunciantes", diz a comissão. Ela se refere à possibilidade de comprar anúncios na página de resultados quando o usuário procura por informações de rivais, levando o internauta a conhecer ou comprar o serviço do anunciante, em detrimento do resultado esperado.

O caso foi aberto em outubro do ano passado e, em primeira instância, havia sido favorável à empresa americana, mas a comissão recorreu da decisão. Com a condenação, o Google está sujeito a penalidades civis pecuniárias e deve arcar com as custas processuais. Não haverá multa, mas a companhia deve readequar sua plataforma para se enquadrar às leis locais.

Governo reedita medida que suspende impostos de laptops

Fonte: www.tiinside.com.br


Ao dilvulgar as medidas de incentivo à economia nesta terça-feira, 3, o governo federal também anunciou a reedição até 2015 do programa Um Computador por Aluno (ProUCA), que suspende a cobrança de impostos e contribuições sociais, como IPI, PIS/Pasep, Cofins e Cide, dos fabricantes de computadores portáteis, tanto na aquisição de matérias-primas e produtos intermediários quanto na comercialização.

O objetivo é reduzir o preço dos equipamentos, permitindo que os alunos da rede pública de ensino possam adquiri-los, promovendo assim a inclusão digital. A renúncia de receita estimada pelo governo com a medida é de R$ 153,8 milhões para este ano, R$ 203,7 milhões para o ano que vem e de R$ 224,64 milhões para 2014.

Outra medida é a ampliação da desoneração de impostos sobre aquisições no mercado interno e importações de insumos e bens da indústria de semicondutores. Agora, o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Semicondutores (Padis) também inclui os fornecedores de insumos estratégicos para a produção de semicondutores e displays, como placas de computadores, telas de LCD e LED.