segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Empresa lança no Brasil acesso móvel a prontuário eletrônico

Fonte: www.mobiletime.com.br
Autor: Fernando Paiva


A Alert Brasil, empresa que faz parte do grupo português Alert, começa a oferecer no Brasil a extensão móvel do "MyALERT", sua solução de Personal Health Record (PHR), uma espécie de prontuário eletrônico hospedado na nuvem, acessível pelo paciente e por seus médicos autorizados. A novidade permite o compartilhamento das informações e a inclusão de novos dados sobre a saúde do paciente a partir de smartphones e tablets com os sistemas operacionais Android e iOS. "É uma ferramenta que serve para a comunicação do paciente com o médico", descreve Luiz Brescia, diretor geral da companhia.
O uso de um prontuário eletrônico é particularmente útil no acompanhamento de doentes crônicos, como pessoas que sofrem de diabetes. Informações relevantes, como taxa de glicose e peso, podem ser incluídas diariamente pelo paciente no sistema e acompanhadas remotamente por um ou mais médicos autorizados previamente. É possível também planejar alertas, caso determinados parâmetros ultrapassem limites pré-configurados ou simplesmente para lembrar o paciente de ingerir um remédio. Esses alertas podem ser enviados por SMS tanto para o médico quanto para o paciente. O sistema também pode ser útil no acompanhamento pós-cirúrgico, explica Brescia.

O modelo de negócios ainda está sendo aprimorado. Inicialmente, na Europa, a empresa cobra 19 euros por ano pelo uso do portal pelo paciente. O preço independe da forma de acesso, seja pela web ou por dispositivos móveis. O download dos apps, claro, é gratuito. No Brasil, Brescia acredita que possa ser mais interessante vender para operadoras de planos de saúde ou até mesmo para governos, em larga escala, e cobrar por transações, em vez de licenças anuais. "Imagino que uma operadora de saúde que tenha hospitais próprios teria interesse que seus segurados usassem esse produto", explica o executivo.
A solução está sendo apresentada esta semana em uma conferência internacional de tecnologia em saúde, a HIMMS, que ocorre em Las Vegas.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Anonymous derruba site da CIA no dia 10/02/12

Fonte: www.tiinside.com.br


O grupo de hackers Anonymous atacou nesta sexta-feira, 10, o site da CIA, a agência de inteligência dos Estados Unidos. A ação, anunciada em um das contas do Twitter usadas pelo grupo, foi batizada de "CIA Tango Down", expressão utilizada pelas Forças Especiais dos Estados Unidos quando eliminam um inimigo. As tentativas do portal TI INSIDE Online de acessar o site em www.cia.gov não obtiveram sucesso durante o dia todo. Até às 23h15 da noite de sexta a página continuava fora do ar. O Anonymous não explicou até agora por que atacou o site da CIA.

No dia 3, um grupo de hackers interceptou as páginas do FBI e da Scotland Yard na internet. O grupo retirou os sites do ar e publicou uma gravação telefônica entre agentes dos dois órgãos em que comentam as investigações contra crimes na web. No mesmo dia, o Anonymous realizou um ataque em massa a sites de bancos brasileiros para marcar o último dia da operação batizada de Op Weeks Payment, deflagrada por integrantes do movimento e que visa alertar a população sobre a injustiça e corrupção que predomina no país.

No mês passado, o grupo deixou inativo o site do Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Os ataques ocorreram em represália pelo fechamento do site de troca de arquivos Megaupload e a prisão na Nova Zelândia de seu fundador, Kim Schmitz, mais conhecido como Kim Dotcom, de 37 anos.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Redes sociais no ambiente corporativo necessitam de políticas de segurança da informação

Fonte: www.correiobraziliense.com.br


Saiba os riscos e benefícios de manter colegas de trabalho em redes sociais

“Fulano de Tal quer ser seu amigo. Aceitar ou recusar?” A mensagem no canto da página chama a atenção. Nenhum problema em aumentar o círculo de contatos — até ver que quem faz o convite é o chefe. Vêm, em seguida, alguns momentos de hesitação… Afinal, você acaba de postar aquelas fotos de biquíni no álbum “baixaria” ou comentar a ressaca de segunda-feira no mural. Bastaria rejeitar o pedido de amizade on-line para evitar constrangimentos? Ou a recusa significaria uma indelicadeza social? Saiba que é possível ceder ao convite sem ficar em uma enrascada.
A preocupação existe porque a possibilidade de esbarrar com um colega de trabalho na rede é grande. Em agosto, por exemplo, o Facebook deve chegar a 1 bilhão de usuários, segundo a companhia de métricas iCrossing. Fora o fato de que as próprias empresas estão on-line. Elas aumentaram em 300% o uso das mídias sociais no segundo semestre de 2011, em relação ao período anterior. O Twitter, em particular, cresceu 700% no ambiente corporativo, na comparação anual feita por uma pesquisa da empresa de segurança Palo Alto Networks.
Como o fenômeno tem expansão rápida, as regras de como se comportar na rede são construídas aos poucos, segundo a especialista em etiqueta empresarial Romaly de Carvalho. “É um caso delicado, porque no ambiente de trabalho temos uma personalidade voltada para o profissionalismo e seriedade — e somos diferentes na esfera pessoal. É complicado misturar”, explica. A consultora acredita que o bom senso é o segredo. E sugere: “Tenha dois perfis. Um para colocar as fotos particulares, bebendo aquela cerveja, e outro com contatos do trabalho”.
Se, ainda assim, o chefão insistir no convite do grupo íntimo, Romaly garante que o mais adequado é tentar direcioná-lo — gentilmente — ao perfil profissional. “Faça da rede uma vitrine com comentários e compartilhamentos interessantes para a equipe. É marketing pessoal”, comenta. A solução acomoda as necessidades de todos os círculos de contato ao alimentá-los de forma diferente.
Quem arriscar pode passar pela situação de uma postagem mal-entendida ser motivo de demissão e até responder civil e penalmente, conforme o artigo nº 482 da Consolidação das Leis de Trabalho (CLT).
Segundo o especialista em direito digital Alexandre Atheniense, as empresas cada vez mais monitoram seus funcionários e eles devem ficar atentos, porque certas informações podem ser ruins ao internauta. “Um desabafo no post pode ter repercussão jurídica, a depender do teor da informação”, comenta.
Ambiente corporativo
O advogado acredita que a estreita relação entre as redes sociais e o ambiente corporativo apresenta a necessidade de criar políticas de informação nas companhias. Seria um conjunto de normas para estabelecer os limites do uso dos dispositivos eletrônicos e da web para os funcionários. “Independentemente dessas regras, em qualquer lugar, as pessoas precisam se preocupar com a própria reputação”, reforça.
Estudo feito pela agência de consultoria de imagem Millenial Branding e pelo site Identified constatou que a maioria dos 4 milhões de perfis do Facebook limita os detalhes da vida profissional. Identificou, por exemplo, que 64% não incluem o nome do emprego no perfil — e que um usuário assíduo da rede está ligado a cerca de 700 amigos. Destes, em média, apenas 16 são colegas.
Para acalorar ainda mais a discussão, a Impacta Tecnologia encomendou uma pesquisa sobre a relação das empresas com as redes sociais. Foram entrevistados 252 profissionais de TI de todas as regiões do país. Constatou-se que manter contatos pessoais e profissionais é o benefício mais citado por, respectivamente, 79% e 74,2% dos entrevistados. E, ainda, que a área de recursos humanos está de olho no mundo digital. O setor aparece com 8,7% de participação (o marketing lidera com 44%). Portanto, as empresas estão atentas aos cliques… Seja para contratar ou demitir.
Conecte-se
Dez dicas para usar as redes sociais a seu favor
1 – Tenha dois perfis: um profissional, outro pessoal.
2 – Use ferramentas da rede para escolher quais pessoas poderão ter acesso às suas publicações.
3 – Insista. Não é falta de educação informar que a rede pessoal é restrita aos familiares e amigos.
4 – Fique atento. Não é boa opção ignorar o convite do chefe.
5 – Aceite o seu colega ou o chefe na sua rede particular apenas se houver uma relação de amizade estabelecida.
6 – Lembre-se de que a imagem profissional pode ficar comprometida por fotos particulares e polêmicas.
7 – Aproveite o perfil profissional para fazer marketing das suas potencialidades.
8 – Tenha uma boa postura nos sites.
9 – Evite publicar algo negativo sobre sua atual ou ex-empresa. A maioria tem programas de monitoramento.
Fonte: Romaly de Carvalho, consultora de etiqueta empresarial
O que diz a lei
Art. 482 da CLT – Constituem justa causa para rescisão do contrato de trabalho pelo empregador: a) ato de improbidade; b) incontinência de conduta ou mau procedimento; (…) g) violação de segredo da empresa; k) ato lesivo da honra ou da boa fama ou ofensas físicas praticadas contra o empregador e superiores hierárquicos, salvo em caso de legítima defesa(…).